Weme Experience Stanford #Dia3: Não existe errar ou acertar, o foco está em realizar.

Encorajar a geração de ideias e o trabalho em equipe, e permitir que os usuários “experimentem” e avaliem previamente as soluções de forma rápida e simples, garante o sucesso e a velocidade da inovação no processo de Design Thinking.

Passadas as etapas de empatia e definição, de abrir e estreitar o foco do processo, é hora de ampliá-lo novamente. É o momento de idealização.


O momento de empatia é fundamental para a idealização.

Idealizar tem a ver com gerar ideias e soluções possíveis para um problema. Para que haja qualidade no material de idealização, a quantidade é fundamental.

Chegar ao objetivo de gerar grande volume de soluções possíveis, depende de um conjunto de pressupostos individuais, da equipe e do ambiente onde se está trabalhando no projeto.

Do ponto de vista do indivíduo, é importante que não haja medo de falhar. Quando expostas a este tipo de sentimento, as pessoas tendem a evitar o risco ou manter-se em sua zona de conforto, ou seja, individualmente acabam bloqueando a geração de boas ideias.

Como time, o clima de segurança e abertura deve estar presente. As ideias devem ser recebidas sempre com afirmação: “Sim, temos uma boa ideia”. Ou conjunções aditivas: “fazemos isso e podemos incluir aquilo”. Ao criticar ou ignorar a ideia de um participante, o senso de segurança e pertencimento é quebrado. Vai-se então a oportunidade da equipe colaborar com boas soluções.

Na etapa de idealização, a postura é também algo fundamental. Tirar as ideias do campo horizontal para o campo vertical, ou seja, escrevê-las em post-its e colocá-las em uma superfície em que todos possam ver e interagir, torna a construção algo colaborativo. Retirar as cadeiras e as mesas do centro da atividade, e trabalhar em pé, sem barreiras, traz velocidade e integração para a equipe. O mobiliário deve promover a colaboração e apoiar o processo, e não servir como barreira.


O mobiliário ajuda no desenvolvimento do processo de Design Thinking.

O time deve avaliar as ideias de acordo com sua percepção de adequação ao problema, relevância para as pessoas, nível de inovação e outros critérios possíveis. Filtradas as melhores ideias, a equipe escolhe aquelas que serão tangibilizadas.

A prototipagem é parte vital do Design Thinking. Nesse ponto, é fundamental que o foco da equipe seja construir uma experiência com os seus protótipos. No Instituto de Design Thinking de Stanford (a d.school), materiais bem simples são oferecidos como matéria-prima para os protótipos e o grande desafio é ser capaz de envolver o usuário em uma experiência.

O conceito principal é que testando as ideias de forma simples, rápida, com pouco investimento, mas de forma envolvente, reduz-se a chance de erro ao final do projeto. Ao mesmo tempo, evita-se o desperdício de dinheiro e horas de trabalho.

Durante o dia, Matt Jones, Head de Future Infotainment na Jaguar Land Rover, e ex-aluno de Design Thinking de Stanford, contou como a última ideia de seu time de engenheiros foi testada por proprietários da marca Jaguar. Simulando um carro com cadeiras de escritório e mesas improvisadas, a marca envolveu seus usuários e os encorajou a participar do desenvolvimento de uma solução. Matt salientou: “É importante não ter medo de mostrar ao seu usuário”.


O espaço da oficina, local que apoia as atividades de prototipagem.

Ao realizar a fase de testes no Design Thinking, a equipe tem mais uma oportunidade de se envolver com as pessoas de forma empática. Criando uma simulação com os protótipos desenvolvidos e permitindo que o usuário interaja, a equipe pode coletar as observações sobre o que funcionou, o que não funcionou, e quais as novas soluções e perguntas que surgiram. Com a rica percepção dos verdadeiros usuários, o time define o futuro de suas ideias e as melhorias possíveis.


Alunos, “na rua”, buscando a percepção dos verdadeiros usuários.

O dia foi de estimular as ideias e a colaboração, encorajar os feedbacks dentro da equipe, tornar as soluções tangíveis de forma simples, envolvente e rápida, e ouvir o que as pessoas têm a dizer. Depois de um dia cheio de soluções, protótipos incrivelmente rústicos e eficientes, e mais uma tarde de boas conversas com usuários reais, a mensagem por traz dos processos de idealizar, prototipar e testar dentro do Design Thinking foi: Nada é um erro. Não existe vitória e nem derrota. Existe apenas o realizar.


Na D.school, o mobiliário potencializa a colaboração.

Amanhã é o dia de apresentações de soluções e início de uma nova tarefa, um projeto de graduação que cada aluno implementará em seu dia a dia durante os próximos 30 dias e o submeterá para a universidade. Logo, novidades vem por aí.

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