Prototipagem no Design Thinking: O poder de pensar com as mãos


Você já pensou com as mãos?

Nas últimas semanas temos lançado alguns artigos sobre cada uma das fases do Design Thinking na prática e como abordamos isso aqui na weme.

Hoje falamos de Prototipagem e o por quê da sua importância no processo de de design e de inovação.

Protótipo:
s.m.: Primeiro tipo; primeiro exemplar; modelo, padrão.
PRÔTOS (primeiro) + TYPOS (forma, figura, modelo)

Na história sempre encontramos diferentes formas de prototipagem. É um artefato usado há muito tempo em várias disciplinas para demonstrar o valor (e por vezes o rigor) de novas ideias e projetos. Nem sempre é o primeiro, mas normalmente é o modelo (ilustrativo) de alguma coisa. Na arquitetura e design industrial preferem chamar de maquete; Na sociologia e na antropologia preferem pattern — esquema, padrão constante — ; Na física, na química assim como na economia preferem chamar de modelo.

No contexto industrial e científico, o protótipo é um modelo fiel e rigoroso de um produto. Ele “permite avaliar de antemão um objeto — um edifício, um avião, um automóvel — do ponto de vista do equilíbrio volumétrico, do impacto estético, das propriedades aerodinâmicas.” (in O Futuro Chegou – de Masi, Domenico).

Prototipando: “O caminho faz-se caminhando.”

No contexto do Design Thinking, o protótipo permite que você teste sua hipótese sem gastar tempo, dinheiro e outros recursos criando o produto completo.

O protótipo serve para validarmos conceitos de solução, mas principalmente para aprendermos ainda mais sobre o problema que nos propusermos a resolver e se nossas ideias são relevantes para o usuário. Por isso o protótipo é para ser feito de forma rápida e barata.

Isso ajuda a responder várias questões vitais, incluindo:
– “Temos certeza de que estamos resolvendo o problema certo?”;
– “Como nossa ideia atenderá às necessidades de nossos usuários e aliviará suas dores?”;
– “A nossa solução é tecnicamente viável?”.

Se as soluções antes imaginadas não estiverem boas o suficientes para o nosso usuário, jogamos tudo fora e começamos de novo. 😉

Design também é colocar a mão na massa

1) Fale menos, faça mais;

2) Faça com os materiais que tem à mão e com as ferramentas que você já domina;

3) Sem medo: permita-se e divirta-se!

Mas como prototipar?

Existem várias formas de o fazer. Depois de escolher qual ideia quer prototipar, defina como esse protótipo vai ser.
É um app? É um site? É uma história ou apresentação? É uma novo hardware ou maquete?

Está confuso e não sabe? Não tem problema!
Ponha a mão na massa e comesse por desenhar a sua ideia. Se for um grupo, cada um desenha individualmente. Desenhar vai ajudar a fazer escolhas coletivas. Assim que todos tiverem desenhado, juntem as ideias e comecem por escolher o que fica e o que sai. Quando escolherem, desenhem de novo ou escolham uma nova forma de prototipar.

Depois de escolher como quer tangibilizar as suas ideias você pode fazê-lo de várias formas. Normalmente um protótipo assume uma destas três formas abaixo:

Protótipos no papel: Diagramas, Storyboards e Interfaces

A prototipagem rápida em papel é uma técnica que permite criar e testar interfaces ou processos com o usuário de maneira rápida e barata. É a forma mais óbvia de materializar uma ideia e você pode escolher diferentes técnicas para o fazer dependendo do objetivo.

Exemplo de prototipagem rápida de um novo aplicativo web. Fonte: Shutterstock.

A três dimensões da prototipagem: maquetes, legos e modelos físicos

Quando o resultado final é um produto físico, você pode usar uma ampla variedade de materiais para criar modelos para testes. Você pode usar papel, papelão, barro ou espuma, e também pode redirecionar objetos existentes ao seu redor para construir modelos físicos.
O objetivo de um modelo físico é trazer uma ideia intangível, ou esboço bidimensional, para um plano físico tridimensional. Isso permite testes muito melhores com os usuários e pode gerar discussões sobre o fator de forma da solução.

Exemplo de prototipagem 3D. Maquete espacial na weme.

Outros protótipos: Role-Playing ou protótipo experiencial (simulação)

Tipo de prototipagem que é muito fácil e divertida de criar. Ajuda você a testar a sua ideia através da dramatização. Você pode aprender muito testando os papéis das pessoas durante uma encenação antes mesmo de sair do escritório.

Encenação (role playing) de serviço para melhorar a comunicação entre parceiros de empresa. Fonte: Shutterstock.

P.S.: Todo o mundo sabe prototipar! Que tal usar as ferramentas que você já conhece e tem à mão? Bom trabalho 🙂

Sobre o autor

O Rui Lira é Business Designer. Tem formação em Design de Comunicação pela ESART-CB (Portugal) e pós-graduação em Design Estratégico e Inovação pelo IED-SP (Brasil). É fascinado pelo poder da criatividade e do design e como eles podem alavancar transformações nos indivíduos, nas organizações e na sociedade.

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