Ideação no Design Thinking: Será que sou criativo?

O Design Thinking é uma abordagem poderosa de inovação e criatividade – e a Ideação é uma das etapas dessa abordagem. Mas e aí, o que fazer se você não nasceu com esse “dom criativo”?

Muito diferente do que se pensa, criatividade não tem nada a ver com aqueles desenhos de educação artística, pintar quadros e construir monumentos. Ou seja, não tem nada a ver com arte. Criatividade é criar algo novo e relevante para alguém e, isso, o Design vai te ajudar a desenvolver. Acredite, qualquer pessoa é capaz =)

Workshop de Design na weme 😉

A Ideação no Design Thinking

A etapa mais divertida desse processo de Design é a “ideação”. Aqui nós geramos o máximo de ideias possíveis que resolva o desafio do nosso usuário. Mas não pense que essa etapa moderninha não tem os bons e velhos processos. Então vamos lá para os “mandamentos” para fazer uma ideação caprichada.

Primeiro, você precisa escrever em um post-it de forma clara e sintetizada qual é o problema que você irá resolver. Na semana passada, a nossa Business Designer, Eveline, escreveu um artigo super legal sobre essa etapa, sugiro que você leia antes e depois volte para esse texto.

Dicas para expandir a criatividade

  • Compartilhe uma ideia por vez;
  • Nunca (jamais!) critique e nem julgue as ideias;
  • Sim, encoraje as ideias mais loucas;
  • Construa sobre a ideia do outro;
  • Seja visual: escreva e/ou desenhe e deixe tudo visual;
  • Nunca se esqueça do desafio que está resolvendo, seja focado;
  • Nessa etapa quantidade é bem melhor que qualidade.

Warm up que rolou durante o Bootcamp de Design Thinking na weme!

Mas como ser criativo de verdade?

Antes de sair gerando ideias é importante fazer um aquecimento (warm-ups), ou seja, atividades curtas e lúdicas para exercitar os dois lados do cérebro (lógico e criativo) e preparar o grupo a pensar de forma diferente da qual estamos acostumados. Exemplos: 3 brains (3 pessoas se reúnam em torno do participante ativo, o primeiro pergunta sobre cores dos objetos próximos, o segundo pergunta sobre resultado de contas simples de matemática e o terceiro faz movimentos que precisam ser reproduzidos pelo participante ativo, tudo isso acontece ao mesmo tempo) dinâmica 1,2,3 (duplas se reúnem, e os participantes precisam falar o próximo número da sequencia 1,2,3, depois os números são trocados por gestos de sua escolha e quem errar comemora o erro com sua dupla) elefante de post-it (com as mãos para trás você precisa fazer um elefante com o post-it em 3 minutos).

Depois do warm-up é hora de começar a ter ideias, mas como? Existem inúmeras técnicas que podem estimular novas ideias, como o braindumping (sessões individuais para descarregar tudo que está na cabeça), brainstorming (sessões em grupo, respeitando as regrinhas acima) brainwalking (sessões com mais de um grupo de trabalho: você se inspira nas ideias que outro grupo gerou) transmutação (você vira uma ideia de ponta cabeça, tira algum elemento da ideia ou até mesmo combina ideias diferentes) e o constraint.

Aqui vamos falar um pouco melhor sobre o constraint, que é a limitação que nos condiciona a pensar de forma diferente do nosso status quo, pois quando as pessoas vão resolver os desafios elas sempre pensam somente na sua viabilidade — o constraint ajuda a condicionar o cérebro a pensar em algo novo. Exemplos: agora só vamos gerar ideias que incluam magia ou tecnologias que não existem ou vamos gerar ideias que custem mais de um milhão de reais.

A gente aprendeu que o processo de criatividade exige paixão, empenho e treinamento. A Carol Dweck, uma professora de psicologia da Stanford, chama isso de atitude de crescimento e esclarece que o verdadeiro potencial de uma pessoa é desconhecido (e desconhecível); isso significa que é impossível prever a capacidade das pessoas e também o que elas podem realizar.

Aqui na weme também é assim, trabalhamos para formar indivíduos criativos, reduzindo o medo do fracasso.

Sobre a autora

Daiane Farias – “Sou apaixonada pelo ser humano, acredito no seu poder de transformação e em um mundo melhor. Trabalhei na GE, na Bosch, na HM Engenharia e, agora, sou Business Designer, acelerando projetos, ajudando as empresas a resolver seus desafios de forma empática, relevante e inovadora.

Formada em Administração de Empresas pela PUC-Campinas, fiz cursos práticos em abordagens ágeis como Design Thinking e Scrum. Participei do Global Summit da Singularity 2017 em São Francisco, que, assim como as visitas nas grandes empresas do Vale do Silício, me trouxe uma experiência incrível sobre esse mindset.”

Comentários

comentários