Transformação Digital: 8 passos para implementar uma estratégia que funciona

Sem uma estratégia clara, raramente a Transformação Digital funcionará. Consolidamos 8 passos que garantem o sucesso da implementação desse processo.

Transformação digital é provavelmente um dos termos mais reproduzidos nos últimos anos em todo o mercado. Em muitos casos, ele até perdeu o significado — transformou-se num gimmick, um termo utilizado apenas para indicar que um profissional ou uma empresa estão a par das últimas tendências do mercado mundial.

Este é um tópico que precisa ser melhor trabalhado dentro da atual conjuntura do mercado. Porque sim, a transformação digital é um fenômeno importante, de primeira necessidade dentro do momento corrente — mas ela não pode ser tratada como uma “febre”. Ela é um tópico essencial, que precisa ser discutido seriamente.

Mas por quê? Por que é tão imperativo que tratemos da transformação digital? De acordo com as minhas experiências e estudos nessa área, eu posso assinalar três motivos que levaram a transformação digital ao estado de item de primeira necessidade atualmente:

1. Redução de custos e transformação de dados

A redução de custos da infraestrutura tecnológica e o aumento expressivo na velocidade de transformação de dados fomentaram a proliferação de dados disponíveis para uso. Segundo a IORG, 90% de todos os dados da história do planeta foram criados nos últimos dois anos — e não há como processar toda essa quantidade de insumos sem uma boa estrutura digital.

2. Lei de Moore

A geração dessa enorme quantidade de dados é estimulada pela Lei de Moore, que determina que à medida que o tempo passa, dispositivos cada vez menores e mais baratos poderão comportar cada vez mais dados. Existe um excelente vídeo feito pela Intel em que o criador dessa lei, George E. Moore, da própria Intel, explica como havia subestimado a capacidade evolutiva dos dispositivos de armazenamento de dados quando desenvolveu sua teoria.

3. Imediatismo e hiperpersonalização

O consumidor espera imediatismo e hiper personalização. Cada vez mais, as empresas estão num caminho de absoluto ajuste fino com as expectativas, dores, e ansiedades dos seus clientes.

Todo esse trabalho é feito de forma contínua e integra dados de diferentes naturezas. As metodologias tradicionais de trabalho, centralizadas e por muitas vezes morosas, não atendem na plenitude às necessidades da nova face do mercado. E é exatamente aqui onde muitas empresas falham: ao invés de adotar a transformação digital como uma nova cultura, elas tentam enquadrar as novas tecnologias em um paradigma antigo e defasado.

Não por acaso, diz a Forbes, 70% dos processos de transformação digital falham.

É um dado impressionante, mas cruelmente real. Muitos até mesmo acreditam que a ideia de transformação digital é apenas um mito.

Na minha experiência, não é assim que as coisas funcionam. Por um lado, a transformação digital é de fato essencial para o futuro das empresas em um mercado em que o dado e seu processamento possibilitaram serviços e produtos personalizados em um grau nunca antes visto. Por outro, de fato, a transformação não acontece como se fosse um passe de mágica. O que eu tenho visto nestes últimos anos com a Suzano, e aprendido em meu contato com diversos líderes de transformação digital em vários mercados, é que a transformação digital é um movimento.

Complexidade e engajamento

A complexidade e a necessidade de integrar diferentes expertises e áreas de conhecimento para o bom uso da transformação digital exige que toda a companhia se envolva neste empreendimento. Portanto, antes de mais nada, o primeiro passo para que a transformação digital ocorra de maneira plena é o estabelecimento de um novo modelo de liderança e de trabalho, cada vez mais colaborativo e inclusivo, com o uso da tecnologia.

Certa vez ouvir dizer de um amigo (e hoje digo pela minha própria experiência) que esse modelo não apenas requer tecnologia, mas cultura, pessoas e processos. Na verdade, acredito que nessa mudança estão envolvidos 30% de tecnologia e 70% de cultura, processos e pessoas.

Como surge a transformação cultural.

Segundo um artigo da BCG, entre os principais motivos para a falha em processos de transformação digital podem ser listados: erros na criação de uma estratégia clara a respeito dos objetivos da transformação; ausência de engajamento dos altos escalões da empresa; e falta de monitoramento efetivo do estado de evolução dos processos de transformação.

Para mim, esse primeiro fator — clareza em relação aos objetivos da transformação — é absolutamente crucial e destrava a resolução dos outros fatores. É preciso saber exatamente onde a organização deseja chegar; e só se faz isso quando o C-level da empresa deve estar comprometido com o projeto — e, depois dele, o comprometimento deve se espalhar para toda a empresa.

Como revelei acima, muitas lideranças se atrapalham na hora de estabelecer o foco dos objetivos da transformação digital — e sem uma estratégia clara, ela não funciona. Porém, existe uma maneira para arquitetar o foco. Considerando a experiência que tenho tido nos últimos anos, creio que esse processo pode ser consolidado em oito passos para obter uma transformação digital de sucesso.

Nos últimos anos temos implementado a transformação digital da Suzano e vejo que temos tido sucesso em muitos processos de mudança cultural, modelo de trabalho e resultados consistentes e sustentáveis. Fruto desta experiência e atendendo ao pedido de muitas pessoas que estão implementando transformação digital em suas empresas, consolidei em 8 passos para o processo de implementação deste movimento. Para mim, são passos imprescindíveis e de grande complexidade, e nenhum pode ser ignorado ao longo de todo o percurso:

1. Definição da estratégia digital

2. Mapeamento de oportunidades reais

3. Valoração e priorização das oportunidades

4. Plano tático para captura oportunidades

5. Implementação de quick wins

6. Criação de governança

7. Estruturação de uma área

8. Plano de comunicação e mudança cultural

Cada um deles possui sua própria importância e precisam de um desenho próprio. É um processo demorado para desenvolvê-los. A maioria das pessoas não conhecem as exigências para lidar com eles, e terminam entrando na estatística da Forbes que mencionei acima.

Assista à nossa weme talks sobre Transformação Digital em tempos de crise:

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