Você sonha com um RH mais tecnológico? Então comece pelo Design.

Não é recente a movimentação da área de Recursos Humanos em busca de novas tecnologias para aumentar a eficiência e a produtividade do setor. A boa notícia é que já existem hoje muitas soluções que atendem bem às expectativas: softwares que automatizam processos, digitalizam tarefas, otimizam tempo e reduzem burocracias.


Apesar das tecnologias caírem como uma luva para a área de Recursos Humanos, elas dificilmente funcionarão sozinhas dentro de uma organização.

Polêmico. Eu sei. Mas vamos com calma: Como assim as tecnologias não funcionarão sozinhas?

Toda tecnologia busca melhorar um condição humana através de recursos que as pessoas usam para resolver os problemas que encontram. Dentro dessa definição, podemos resumir o objetivo da tecnologia em duas partes:

  1. Ela deve resolver um problema, atender a uma necessidade ou melhorar algo já existente;
  2. As pessoas devem querer usá-la.

Dando um zoom na parte 2 - as pessoas devem querer usá-la. Isso quer dizer que, apesar das tecnologias estarem muito associadas ao sucesso da inovação, não importa o quão boa elas sejam: se os colaboradores não quiserem usá-las, elas serão completamente inúteis. Além disso, não adianta investir milhões em uma tecnologia que promete milagres se não houver a certeza de que ela realmente resolverá uma dor e que as pessoas de fato precisarão dela.

Fonte: https://www.boardofinnovation.com/blog/how-to-hit-the-innovation-sweet-spot/?utm_campaign=newsletter__271020&utm_medium=email&utm_source=RD+Station


É exatamente por isso que tecnologia não pode (e não deve) caminhar sozinha - e um de seus bons velhos companheiros de estrada deve ser o design, validando se ela realmente agrega valor à vida de seus usuários.

Hum, mas por quê o Design?

Aposto que você já ouviu a palavra "design" e instantaneamente associou à moda, arquitetura ou comunicação visual. Eu também já fiz isso antes de trabalhar com design - e nós não estamos errados. O ponto é que o design é bem mais do que isso.

Apesar de abranger uma diversidade de modelos e ideias, eu gosto muito de uma definição bastante objetiva sobre o Design, feita pelo Benedict Sheppard, da McKinsey:

Design é o processo de compreender profundamente as necessidades do usuário e, em seguida, criar um produto ou serviço - físico, digital ou ambos - que atenda às necessidades que ainda não foram atendidas.

Diante desta definição, eu posso te afirmar que, se bem aplicado, o design mudará completamente a forma como o RH atua nas organizações. Ele irá desenvolver uma mentalidade centrada no ser humano (colaborador) que vai muito além da incorporação de programas ou buscas por tecnologias de ponta.

Sob essa perspectiva, o RH toma um novo sentido que é, ao mesmo tempo, muito mais humano e mais assertivo: ele deixa de projetar processos e experiências olhando apenas pela ótica dos sistemas e operações e passa a questionar quem realmente são as pessoas que trabalham nas empresas, quais são suas diferentes necessidades e como novas soluções e tecnologias inovadoras resolveriam seus problemas.

Legal, mas como começar a criar esse tipo de mentalidade no RH?

O seu time não vai acordar do dia para a noite com uma mentalidade completamente diferente e orientada às pessoas, mas existem alguns passos que realmente trazem resultados tangíveis. Compartilho 3 deles para você começar a refletir junto com seus colegas de trabalho.

1. Comece mudando a mentalidade aos poucos, mas sempre enfatizando que os colaboradores precisam estar em primeiro lugar.

DE: "Eu sei que o processo não é amigável, mas nós precisamos que os colaboradores façam dessa forma".

Essa frase é corriqueira quando temos uma mentalidade focada apenas no processo e pouco centrada nos colaboradores - eu mesma já ouvi algumas vezes. Ao invés deste tipo de pensamento, porque não se colocar sob a perspectiva dos usuários? Proponha um entendimento dos motivos pelos quais o processo hoje não é fluido e tente entender qual problema você quer resolver, através dele, para o seu colaborador.

PARA: "Precisamos entender porque os nossos colaboradores não estão conseguindo realizar esse processo e ajustá-lo conforme às suas reais necessidades"

Bem melhor, né? 🙂

2. Não tenha medo das mudanças, pelo contrário: esteja em constante adaptação a elas.

Assim como os seus clientes, os colaboradores da sua empresa também estão passando por transformações aceleradas. Por esse motivo, se você traçar um plano de longo prazo com soluções e ferramentas escritas em pedra e investir altos valores já de cara, elas poderão cair em desuso em pouco tempo, pois não atenderão mais às expectativas dos seus colaboradores e o seu investimento poderá se transformar em frustração.

Nessa linha, o ideal é partir sempre do problema que você quer resolver, criando em conjunto com os seus colaboradores. Mas, para isso, é preciso estar de peito aberto para:

  • Tolerar o erro como parte do aprendizado: criar em conjunto com os seus colaboradores vai ter dar margem para testar constantemente muitas soluções "no papel de pão" e, consequentemente, errar várias vezes. Nesse sentido, errar rápido, barato e em um ambiente controlado vai te trazer um milhão de aprendizados e a possibilidade de conhecer melhor seus colaboradores e quais soluções atendem melhor suas necessidades. Dessa forma, você reduzirá riscos de investir rios de dinheiro em tecnologias que talvez não resolvam o problema deles.
  • Usar os muitos dados existentes ao seu favor: essa lógica do aprendizado através do erro tem tudo a ver com a cultura de testes e dados. Não basta você só sair fazendo tudo às pressas: é necessário registrar os dados, entende-los, testar suas hipóteses e aí sim aprender e evoluir com cada teste, de maneira disciplinada. Para saber mais sobre isso, recomendo que você leia nosso e-book sobre mindset ágil. Tá bala! :)
  • Tenha um canal de escuta aberta com seus colaboradores: Passar longos períodos sem saber como os seus colaboradores estão se sentindo é um tiro no pé. Em contrapartida, quando existe uma relação de troca constante, as conversas geraram insights que alimentam o que deve ser prioridade para o RH.

3. Mudar a mentalidade do RH pode significar mudar a mentalidade de toda a organização.

Há alguns anos o RH era colocado na caixinha do recrutamento e seleção, treinamento de pessoas e funções administrativas. Hoje o RH é visto como um grande facilitador, treinador e impulsionador das mudanças que acontecem o tempo todo e impactam diretamente as organizações - isso engloba conhecer e testar novas ferramentas e abordagens.

É como se o RH fosse responsável pela constante "manutenção" da estrutura organizacional para que ela esteja preparada para as mudanças e inovações que estão por vir. Como o sistema operacional de um smartphone, por exemplo, a estrutura de uma organização roda por códigos. Só que esses códigos não são linhas de zero e um. Esses códigos são compostos por crenças, princípios, práticas e regras. Assim, também como qualquer outro sistema operacional, ele nunca está pronto e sempre precisa de novas versões.

Nesse ebook você encontra alguns passos para "atualizar a versão do sistema operacional" da sua organização :)

Mas como isso acontece na prática?

Para exemplificar essa mudança de pensamento dentro das organizações, trago um case de um projeto de design da weme feito com a Bosch, uma parceira de longa data.

Nós tínhamos juntos a missão de repensar como seria a área de "Recursos Humanos do futuro" na Bosch, desenvolvendo a competência do Design Thinking dentro do time de RH.

Para trazer mais profundidade para o desafio, fomos a campo e entrevistamos alguns gestores que tinham acabando de assumir a posição de liderança. Dessas conversas, a virada de jogo foi perceber que a principal dor era eliminar o peso da gestão de pessoas da lista de preocupação dos gestores.

A solução que encontramos para esse problema, por meio da abordagem do design, foi testada várias vezes com diversos gestores na Bosch e foi extremamente aceita. O projeto deu luz ao real problema e evitou que a Bosch gastasse dinheiro em uma solução tecnológica que não resolveria.

Devido o sucesso da solução, hoje ela faz parte não só do time de RH, mas também do time de treinamento e desenvolvimento. O projeto trouxe um reconhecimento para essas áreas em relação a inovação.

Dá uma olhada no depoimento dos participantes do projeto:

Reprogramando o RH 🙌🏽

Nós acreditamos que a área de Recursos Humanos deve ter um papel cada vez mais estratégico dentro das organizações, rompendo velhos padrões. Pensando nisso, nós desenhamos em parceria com a Wavy e a Share RH o "Reprogramando o RH": um evento para profissionais que buscam levar a inovação para o RH, tornando-o cada vez mais centrado no colaborador.

Nós vamos trazer mais exemplos de como criar um RH mais tecnológico partindo das necessidades dos colaboradores, com base nos cases da Bosch e da Wavy.

É 100% gratuito e eu adoraria ter você com a gente. Vamos? 🙂


Referências bibliográficas:

https://www.peoplemattersglobal.com/article/technology/how-can-human-centered-design-technology-improve-hr-outcomes-21103

https://www.peoplemattersglobal.com/article/technology/how-can-human-centered-design-technology-improve-hr-outcomes-21103

https://hrtrendinstitute.com/2018/08/20/how-to-start-with-design-thinking-in-hr/

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