Daiane Farias

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Eu não sou criativo, e agora?

O Design Thinking é uma abordagem poderosa de inovação e criatividade - principalmente na fase da ideação. Mas e aí, o que fazer se você não nasceu com esse “dom”?

Muito diferente do que se pensa, criatividade não tem nada a ver com aqueles desenhos de educação artística, pintar quadros e construir monumentos. Ou seja, não tem nada a ver com arte. Criatividade é criar algo novo e relevante para alguém e, isso, o Design vai te ajudar a desenvolver. Acredite, qualquer pessoa é capaz =)

A Ideação

A etapa mais divertida desse processo de Design é a “ideação”. Aqui nós geramos o máximo de ideias possíveis que resolva o desafio do nosso usuário. Mas não pense que essa etapa moderninha não tem os bons e velhos processos. Então vamos lá para os “mandamentos” para fazer uma ideação caprichada.

Primeiro, você precisa escrever em um post-it de forma clara e sintetizada qual é o problema que você irá resolver. Já publicamos aqui um artigo super legal sobre essa etapa, sugiro que você leia antes e depois volte para esse texto.

Na hora de gerar ideias, não podemos esquecer das regrinhas também recomendadas pela IDEO “uma das empresas internacionais de design mais famosa do mundo”:

- Compartilhe uma ideia por vez;

- Nunca (jamais!) critique e nem julgue as ideias;

- Sim, encoraje as idéias mais loucas;

- Construa sobre a ideia do outro;

- Seja visual: escreva e/ou desenhe e deixe tudo visual;

- Nunca se esqueça do desafio que está resolvendo, seja focado;

- Nessa etapa quantidade é bem melhor que qualidade.


Como fazer isso?

Antes de sair gerando ideias é importante fazer um aquecimento (warm-ups), ou seja, atividades curtas e lúdicas para exercitar os dois lados do cérebro (lógico e criativo) e preparar o grupo a pensar de forma diferente da qual estamos acostumados. Exemplos: 3 brains (3 pessoas se reúnam em torno do participante ativo, o primeiro pergunta sobre cores dos objetos próximos, o segundo pergunta sobre resultado de contas simples de matemática e o terceiro faz movimentos que precisam ser reproduzidos pelo participante ativo, tudo isso acontece ao mesmo tempo) dinâmica 1,2,3 (duplas se reunem, e os participantes precisam falar o próximo número da sequencia 1,2,3, depois os números são trocados por gestos de sua escolha e quem errar comemora o erro com sua dupla) elefante de post-it (com as mãos para trás você precisa fazer um elefante com o post-it em 3 minutos).

Depois do warm-up é hora de começar a ter ideias, mas como? Existem inúmeras técnicas que podem estimular novas ideias, como o braindumping (sessões individuais para descarregar tudo que está na cabeça), brainstorming (sessões em grupo, respeitando as regrinhas acima) brainwalking (sessões com mais de um grupo de trabalho: você se inspira nas ideias que outro grupo gerou) transmutação (você vira uma ideia de ponta cabeça, tira algum elemento da ideia ou até mesmo combina ideias diferentes) e o constraint.

Aqui vamos falar um pouco melhor sobre o constraint, que é a limitação que nos condiciona a pensar de forma diferente do nosso status quo, pois quando as pessoas vão resolver os desafios elas sempre pensam somente na sua viabilidade — o constraint ajuda a condicionar o cérebro a pensar em algo novo. Exemplos: agora só vamos gerar ideias que incluam magia ou tecnologias que não existem ou vamos gerar ideias que custem mais de um milhão de reais.

A gente aprendeu que o processo de criatividade exige paixão, empenho e treinamento. A Carol Dweck, uma professora de psicologia da Stanford, chama isso de atitude de crescimento e esclarece que o verdadeiro potencial de uma pessoa é desconhecido (e desconhecível); isso significa que é impossível prever a capacidade das pessoas e também o que elas podem realizar.

Aqui na weme também é assim, trabalhamos para formar indivíduos criativos, reduzindo o medo do fracasso.

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