Thu Oliveira

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Categoria:

Design

O que é a deep design da weme?

‍Deep design é uma oferta da weme que entrega um projeto de design de ponta a ponta: entender um problema que pode ser de diferentes atores (colaboradores, clientes e fornecedores, por exemplo) e projetar e validar hipóteses de solução por meio de testes centrados nos usuários. 

O projeto de deep design


Jornada do projeto de deep design

A preparação

O projeto começa aqui, em um kick-off para garantir o alinhamento sobre papéis, responsabilidades e expectativas.


Nesse momento, o cliente conta um desafio que acredita que precisa resolver.


O problema inicialmente identificado pode carregar viés de quem o formulou. Assim, consideramos a possibilidade de atualizá-lo depois da fase inicial do projeto, onde mergulhamos na realidade do desafio, pessoas envolvidas, suas dores e necessidades. Essa é a fase que chamamos de empatia e definição.

A partir daí, chega a hora de absorvermos informações para a compreensão dele. Para isso, nos apoiamos em ferramentas que fazem parte da abordagem do Design, como as que vamos ver agora :).


Desk-research

A Desk-research viabiliza um estudo de dados que já estão disponíveis (secundários. Como relatório de tendências, benchmarks, cenários análogos, estudos da etiologia (origem) de serviço e mercados. Além de estudos de materiais pré-existentes dentro da própria empresa que contrata o projeto.

O ponto de atenção aqui: sempre de fontes confiáveis.


O objetivo da desk é levantar temas, trocar aprendizados entre os participantes do projeto e também ter repertório sobre o universo do projeto. Tanto em forma inspiracional para que os designers possam projetar soluções relevantes, como em forma de garantir viabilização, para que o entendimento sobre o tema aproxime os designers do que é possível de ser implementado e do que está acontecendo no mundo sobre esse tema.

Conversas com stakeholders

Quem são as pessoas internas interessadas no projeto? É hora de puxá-las individualmente para algumas conversas para entendermos seus pontos de vista sobre o desafio em que estamos trabalhando. A compreensão dessas diferentes perspectivas pode trazer luz sobre a relevância e conexão do desafio com o negócio.

Entendimento

Depois da desk-research e das conversas, a gente volta com o time para uma oficina de entendimento antes da etapa de empatia e definição.

Aqui a gente alinha sobre os perfis a serem recrutados, validamos o roteiro e planejamos as entrevistas.

Empatia e definição

Mais do que observar dados que foram produzidos por outros, um projeto de Design é também um projeto que deve acumular conhecimentos para projetar uma solução. Portanto, é importante produzir dados ainda não existentes e, para isso, o Designer deve ir a campo.

Pesquisas de campo e entrevistas em profundidade

Quando olhamos para fora da empresa para a compreensão das dores e necessidades dos públicos que vivem o problema que é foco do projeto.

Projetos de design podem olhar tanto para desafios internos de uma empresa (em que o público provavelmente envolve perfis de colaboradores), como para desafios externos (que olham para problemas dos clientes, parceiros e outras entidades conectadas à empresa. Entre os exemplos de pesquisa, estão: safari, cliente oculto, sombra, sonda e entrevistas de profundidade.

A entrevista em profundidade é importante porque nos permite até descobrir o que estava escondido.




Nesse artigo você consegue ver a diferença entre a pesquisa de mercado tradicional e a design research.

Deu para perceber que conseguimos entender e definir um problema se cruzarmos diferentes perspectivas, né? Olha a tabela que a gente preparou para ficar mais fácil.

as diferentes perspectivas para a definicação do problema.

A definição - analisando e sintetizando as descobertas


Imagine o tanto de informações que descobrimos na fase anterior. Nesse momento, fazemos a triangulação das diferentes pesquisas realizadas e realizamos o unpacking, ou seja, compartilhamos e organizamos os fatos que coletamos em padrões e temas predominantes que surgem para, a partir deles, termos insights sobre essas descobertas


E aqui vale um outro ponto de atenção: fato é o que a pessoa entrevistada faz ou pensa. Insight é o que isso nos fez pensar, nossa interpretação. 


O entregável do unpacking é uma síntese com os principais aprendizados da descoberta para olharmos de novo o problema geral e definir um novo ponto de vista para guiar os próximos passos do projeto.

O ponto de vista - reformulando o problema



É normal que esse ponto de vista reformule o desafio inicial - afinal de contas, agora a gente conseguiu ter uma melhor compreensão dos cenários. 


Nosso problema sai de generalista para específico e baseado em evidências encontradas na etapa de descoberta, gerando mais impacto para o projeto.


O ponto de vista tem uma carinha de "o que faremos". Para de fato instigar as oportunidades que a gente tem aqui. 


Geralmente essa oportunidade começa com "Como nós podemos [aqui vai o desafio]".

Esse formato é intencional, pois ao mesmo tempo que sugere que uma solução é possível, também inspira vários caminhos de soluções.

Ideação, protótipo e testes


Depois de entender o problema, chegou a hora de projetar uma solução.


Primeira coisa é importante que a gente consiga criar espaço para o novo. Aceitar o absurdo antes de projetar o adequado. 


Nosso trabalho aqui é oferecer repertório e experiências para que as pessoas envolvidas no projeto consigam sair do seu mundo comum. Para que elas consigam sair da normalidade - mesmo que possa gerar um certo desconforto. 


O papel do Designer aqui é deixar esse desconforto mais lúdico e divertido possível para que a criatividade floresça e colabore para o surgimento de boas ideias e hipóteses de soluções alinhadas com o desafio redefinido do projeto.


Com muitas possibilidades de solução em mãos, precisamos priorizá-las. Nesse momento, todos aqueles estudos das outras etapas precisam nos trazer insumos para entendermos o que é o que não é possível frente aos desafios que temos para então, transformar isso em critérios de priorização.


Com as hipóteses priorizadas, construímos o protótipo - que pode ser de baixa ou média fidelidade - e realizamos os testes com os mesmos públicos entrevistados para iterarmos a solução com base nos aprendizados até que tenhamos os "requisitos" priorizados da solução.

Fechamento


No fechamento, entregamos uma consolidação com todos os aprendizados das pesquisas, uma priorização das oportunidades e das ações mapeadas e uma oficina de encerramento.


Nessa oficina, apresentamos, validamos a priorização e definimos os próximos passos para o cliente tirar o projeto do papel e levá-lo pra vida real.

5 desafios que atendemos com a Deep Design



  • Gerar conhecimento sobre diferentes atores e projetar uma nova solução para eles;
  • Validar uma hipótese de solução de forma centrada no usuário;
  • Saber os requisitos de um novo serviço para o meu usuário;
  • Testar um novo processo para a minha empresa de forma centrada nas pessoas;
  • Testar iniciativas de melhoria na experiência dos colaboradores (employee experience) da minha empresa.

Possíveis entregáveis da Deep Design


Tipologia de usuário

A partir das entrevistas, compreensão profunda das dores, necessidades, motivações e expectativas dos públicos priorizados. Construção de personas e convergência sobre tipologia de usuário (podem ser personas, clusters, segmentos ou outro).

Jornada de Experiência do Usuário, Cliente ou Colaborador, quando fizer sentido para o desafio do cliente



Modelo visual da sequência de momentos que compõem a experiência do usuário em formato de mapa acionável, incluindo camadas que sejam relevantes para o negócio (canais, oportunidades, sentimento, etc.)


Blueprint do serviço


Mapeamento cheio de detalhes das ações e interações de um serviço. A blueprint traz todas as relações entre as partes envolvidas diretamente com os pontos de contato da jornada de um ator, sejam eles visíveis ou não. 



Protótipo de baixa/média fidelidade testado e iterado



Artefato que tangibiliza a solução priorizada para realização de testes ainda de forma não funcional. Podendo ser digital ou físico.

Proposta de valor por solução priorizada

Com base no entendimento de dores, ganhos e tarefas dos usuários, iremos construir uma proposta de entrega de valor da solução ao usuário.


Plano do MVP

Esteira com priorização de soluções e funcionalidades, e planejamento de implementação a curto, médio e longo prazo (MoSCoW Method).


Mapa de Oportunidades


Priorização das oportunidades de melhoria nos processos, produtos e experiências de acordo com critérios de esforço e impacto.


Pitch Deck

Apresentação da solução para você apresentá-la ao mercado para despertar o interesse de forma clara e objetiva.


Relatório final

Contendo pesquisas, descobertas, insights e aprendizados do processo, além de próximos passos.



O que a deep design NÃO ENTREGA?

Essa oferta da weme não entrega telas em alta fidelidade, prontas para desenvolvimento. E também não entrega a solução implementada.

Cases de deep design


Bosch MiO

Cocriamos um chatbot para donos de oficinas para simplificar a pesquisa, a comparação de preço e a entrega de peças com garantia de entrega de até 40 minutos.

Bosch Youlab

Cocriamos um ambiente de simulação realística para desenvolvimento de soft skills voltado para líderes da Bosch, tornando a área de RH um parceiro estratégico da organização.

Banco Carrefour LGPD

Repensamos a experiência de aquisição de clientes levando em consideração as adequações necessárias devido à LGPD para o maior grupo varejista emissor de cartões de crédito no Brasil.


BTG+

Criamos um laboratório de testes e validação de hipóteses de novas soluções do banco BTG+ focadas em seus clientes para serem incorporadas com agilidade à esteira de desenvolvimento antes e após o lançamento do banco.

Ultragaz Amigu

Entendemos a jornada das revendas de gás e criamos o Amigu, um aplicativo que conecta e otimiza a experiência da cadeia de entrega do gás para o entregador e serviço de rapidez  e segurança no abastecimento do gás para o cliente final.

Oba Marca Própria

Desenvolvemos a marca própria da rede varejista de forma centrada nos seus clientes, que valorizam a seleção e qualidade dos produtos. Hoje a linha representa mais de 50% do faturamento da empresa.


Gostou? Tem um desafio que combina com a deep design? Conversa com a gente da weme.


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