Os dias de hoje vem sendo incertos e desafiadores para a saúde e a gestão pública. Mas o meu ponto de discussão aqui  é sobre a economia e principalmente como, nas empresas, cada time e cada negócio estão sendo também exaustivamente colocados à prova. 

Até a semana passada, vínhamos usando expressões como VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo) para descrever o ambiente de negócios. Mas o aprofundamento da crise gerou consequências que mudaram as prioridades da sociedade e forçaram o isolamento social, multiplicando exponencialmente essas características de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. 


A paralisia e a adaptação na incerteza

Nesse contexto, as organizações e os profissionais estão sendo demandados por respostas rápidas para decisões vitais em múltiplas escalas de tempo e impacto. Dirigindo praticamente às cegas e ainda completamente fora da estrada, líderes começam a se afogar no pessimismo gerado por uma pilha de problemas sem perspectiva clara de resposta. 

Esse cenário muitas vezes leva à paralisia de líderes e times. Mas a consequência econômica da "não ação" pode ser desastrosa.

Embora seja difícil enxergar a luz no fim do túnel, um estudo recentemente publicado pelo BCG Henderson Institute demonstrou que não podemos esperar que o fim da pandemia do COVID-19 nos jogue no fundo do poço. Por mais calamitoso que seja o contexto, há formas e caminhos para resistir e adaptar modelos de negócios em meio a crises e recessões. A epidemia de SARS, por exemplo, é creditada como uma das principais aceleradoras da adoção do comércio eletrônico na China e da ascensão do Alibaba.

Um reboot na economia, de acordo com o artigo publicado, é inevitável. Tendo como base análises de dados para o movimento de bens e pessoas, produção e confiança, já é possível projetar esse movimento na China conforme o gráfico abaixo:

O estudo do BCG Henderson Institute defendeu que, nos últimos 100 anos, as epidemias deflagraram os ciclos econômicos com choques curtos, temporários e agudos. No entanto, como o próprio artigo afirma, é claro que dessa vez pode ser diferente. Uma queda de mais de 20% no mercado de ações global não é garantia de recessão mas provavelmente é um indicativo.

Com ambas as possibilidades em mente, organizações prudentes devem trabalhar também com esse cenário de recessão, mas tomando em conta, como reforçado também por um estudo da Harvard Business Review, que 14% das empresas entre todos os setores da economia crescem e aumentam a sua rentabilidade em períodos de desaceleração.

Caminhos para atravessar e acelerar

O caminho para transpor esse momento e navegar pela crise envolve garantir a saúde e a segurança do time e principalmente trabalhar na resiliência financeira. E para quem não basta apenas atravessar, mas quer também antecipar o novo mundo pós crise e aproveitar as oportunidades na adversidade, é fundamental continuar a melhoria na execução e a ampliação das potencialidades do negócio. 

Nessa direção, é fundamental compreender que novos contextos criam novas demandas, novos hábitos, novas atitudes e demandam novos aprendizados. Ou seja, o mundo hoje e pós COVID-19 já está diferente, então, provavelmente sua estratégia, proposta de valor, produto ou experiência já não façam ou não farão muito sentido. Por esse motivo, agir para apenas proteger o seu negócio como está definitivamente não é o caminho para se preparar para um reboot ou identificar novas oportunidades hoje mesmo.

Baseado em nossa experiência conduzindo grandes empresas na compreensão de novos cenários e melhoria na execução e ampliação de potencialidades de um negócio, aqui na weme defendemos que preparar as organizações para o rebote e gerar crescimento nesse novo contexto passa por:

  1. Revisão constante do status quo. Se o cenário está mudando, seus clientes e toda a cadeia de valor também estão. A sua estratégia, produto e serviços precisam estar em constante movimento para acompanhar essas mudanças. Sprints rápidos de compreensão do problema, levantamento de hipóteses e testes disciplinados podem ajudar o time a evoluir o negócio de forma ágil.
  2. Apoiar o seu time a trabalhar de forma colaborativa em um contexto novo. As pessoas são a unidade de transformação e reação da organização. Apoiá-las na manutenção de sua performance e na adaptação a um novo contexto de trabalho é fundamental. Hoje, por exemplo, muitos times estão paralisados porque simplesmente não sabem trabalhar de forma remota (ou distribuída) com ferramentas de colaboração online.
  3. Investir em crescimento. Desacelerações tornam o crescimento de curto prazo mais difícil, mas não podem minar o seu potencial de crescimento no longo prazo. Como em crises anteriores, empresas que continuaram investindo em R&D e inovação terão maior chance de crescimento no longo prazo, pois estarão preparadas para quando o mercado retomar seu ritmo.
  4. Manter na vista sua agenda de transformação no longo prazo. A desaceleração pode destacar vulnerabilidades na saúde de longo prazo de uma empresa e que devem ser atacadas o quanto antes. Por exemplo, a não adaptação ao contexto digital hoje pode representar um obstáculo gigante para as operações de um negócio já no curto prazo. Por isso, os líderes devem usar o momento para impulsionar as mudanças que são necessárias para ter sucesso no futuro - e no presente também.

Considerando o contexto de paralisia e senso de urgência no mercado, criamos na weme várias soluções para colocar os pontos acima em prática com nossos parceiros. Entre elas, criamos um novo produto digital para apoiar líderes e times de empresas nesse desafio. De uma forma rápida e barata, queremos ajudar as empresas a não apenas atravessarem esse momento, mas também aproveitarem as novas oportunidades criadas. No Action Design Sprint, usamos o design e modelos contemporâneos de gestão como base para conduzir seu time em um processo ágil de 3 dias que contempla:

  1. Reframe do problema e recorte do desafio
  2. Levantamento de hipóteses de solução
  3. Construção e execução de testes disciplinados

Esse formato enxuto tem como saída a revisão da estratégia de curto prazo, processo ou produto, e ainda prepara o time para trabalhar com métodos e ferramentas de colaboração online na prática.

Aqui na weme, a todo momento exploramos com criatividade, agilidade e tecnologia caminhos rápidos para contornar a paralisia e proteger organizações no meio dos momentos de maior incerteza. Queremos nos conectar com mais e mais empresas que querem acelerar com a gente. Vamos juntos?